30 de junho de 2010

Barbie


A Barbie foi criada por Ruth Handler e seu marido Elliot, fundadores da Mattel, em 1959, nos EUA. A inspiração veio da filha do casal, Barbara (ainda viva), que brincou de boneca até na adolescência. Tem seis irmãos: Skipper (1964), Tutti e Todd (1966), Stacie (1992), Kelly (1995) e Krissy (1999).

A boneca de 29cm completou 51 anos no dia 9 de março desse ano. Se fosse uma mulher de verdade, Barbie teria: 1,70m, 99cm de busto, 46cm de cintura e 84cm de quadril. Criticada por suas medidas inatingíveis, mas adorada por crianças e adultos de todo o mundo é fabricada na China e na Indonésia e a cada segundo, duas bonecas são vendidas em algum lugar do mundo, em mais de 150 países. Já teve mais de 108 profissões e já representou cerca de 50 nacionalidades. Atualmente, dependendo do modelo, pode custar 10 mil dólares. Se pesquisar por "Barbie" no Google, aparecem cerca de 65 milhões de resultados.

Algumas curiosidades sobre a Barbie:

 

- 1958: sai o modelo original baseado numa boneca erótica alemã; ficou tão parecido que a fabricante Mattel teve que pagar indenização.

- 1959: é lançada no mercado vestida em um maiô preto e branco; teve 340.000 exemplares vendidos, cada um, a três dólares.

- 1960: é lançada a típica garota americana, com seu twin-set de lã, faixas no cabelo e perucas loura, castanha e ruiva; sai a primeira boneca maquiada e com acessórios.

- 1961: sai o namorado Ken, no início loiro, masque depois ficou moreno.

- 1962: veste-se de Jacqueline Kennedy, com o famoso tailleur cor-de-rosa.

- 1965: ganha pernas flexíveis.

- 1968: seu rosto ganha aspecto mais jovem, com longos cílios e olhos azuis (sua marca registrada);

- 1969: usa roupas floridas e psicodélicas, grandes óculos; ganha uma nova amiga, a primeira boneca negra, Christie e começam a ser criadas as Barbies de lingeries.

- 1970: adota um visual hippie.

- 1971: criado o estilo Malibu, loura e bronzeada; Ken ganha versão John Travolta, na onda "Disco".

- 1972: ganha um trailer, com roupas de retalhos e mais próxima à natureza.

- 1976: entra para o mundo dos esportes como atleta olímpica.

- 1980: surge a coleção étnica, com roupas típicas de vários países.

- 1981: saem modelos limitados, relíquias para colecionadores (patriota,  bailarina, cantora, pianista, médica, professora, policia, piloto, astronauta).

- 1985: Andy Warhol pinta a boneca com fartos cabelos loiros.

- 1990: é lançada a coleção alta-costura inspirada em Givenchy, Dior, Chanel, Armani; já foi vestida por mais de 70 estilistas famosos. No mesmo ano, sai também dirigindo uma Ferrari, com cabelos e roupas mais sofisticadas.

- 1992: são lançadas Barbies com o rosto de famosas top models, como Naomi Campbell; sai exemplar que mais vendeu, a que tinha o cabelo até os pés; e é lançada uma versão que candidata-se à presidência dos Estados Unidos.

- 1996: ganha amiga paraplégica, Becky, que vem com cadeira de rodas.

- 1997, o grupo noruguês Aqua ficou famoso com a música Barbie Girl, que fazia referências pejorativas e sexuais à boneca; foram processados mas não deu em nada.

- 1999: completa 40 anos quando é lançada uma nova e exclusiva boneca; Ken ganha versão Brad Pitt.

- 2000: sai a versão executiva, com celular e computador.

- 2002: deixa sua marca na calçada da Fama, em Hollywood.


- 2003: é lançada no Oriente Médio uma concorrente, a Fulla (não é da fabricante Mattel), com roupas muçulmanas.

- 2006: ganha uma nova cara, mais adolescente, que adora esportes e moda.

- 2007:sai a nova geração que vem com MP3.

- 2008: sai a edição mais cara do mundo (US $ 95 mil).
- 2009: completa 50 anos e esteve nas passarelas da Fashion Week New York.

A  Barbie é uma das 100 marcas mais importantes no mundo e vale em torno de US$ 2 bilhões.

Impossível alguém não se lembrar dela...


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Edição: Lena

28 de junho de 2010

O básico do jeans




A história do jeans começou por volta dos anos 50, quando Levi Strauss criou roupas resistentes para os mineradores nos Estados Unidos. O sucesso foi imediato, pois as roupas não estragavam com facilidade. Estava criado o estilo jeanswear, durante muito tempo somente utilizado por trabalhadores para exercer tarefas árduas.

Com o surgimento no cinema, liderados por James Dean e Marlon Brando, a roupa começou a associar-se ao conceito de juventude rebelde conquistando este público, ainda na fase exclusiva do azul “índigo”. A partir daí, o jeans chegou a conquistar o restante da população após o entendimento social do seu conceito como roupa despojada e do cotidiano, sem perder seu charme e elegância. Consagravam-se os gigantes do jeans, como Levi's, Lee e Mustang, com modelos repletos de rebites e botões de metal (quem nunca usou uma dessas marcas?)

O primeiro estilista a colocar o jeans na passarela foi Calvin Klein, já na década de 70, causando choque e indignação aos mais conservadores. Com essa atitude, no entanto, ele se consolidou como um item indispensável no guarda-roupa casual de qualquer pessoa. Desde então, essa peça clássica vem sofrendo transformações de acordo com as tendências de cada estação e tornaram-se peças de roupas despojadas, de uso cotidiano, sem nunca perder seu charme e elegância.

A consciência ecológica foi, também, um componente indispensável na indústria do jeans. As marcas correm atrás de processos produtivos e materiais que agridam menos o meio ambiente. Essa exigência sustentável sugere que o algodão orgânico entre na composição e ganha um aspecto sofisticado. Junto com ele, vêm também os materiais reciclados e técnicas de tingimento e lavagens menos agressivas que os processos comuns. Além de ser resistente e duradouro, os novos processos de lavagem e modelagens ousadas proporcionam cada vez mais looks diferenciados.

Verdadeira origem do estilo casual, o jeans aguçou a criatividade e determinou uma maneira de vestir. O casual avançou tanto que os estilistas perceberam a necessidade de introduzir também mudanças na moda clássica, tornando-a mais moderna. Descobriram-se novos tecidos, proporções e cortes que tornaram as roupas cada vez mais perfeitas. A indústria da moda tornou-se gigantesca e democrática para abrigar várias tendências de estilo.

Assim, no final do século XX, o azul índigo deixa de ser exclusividade do tecido e passam a ganhar força o contraste entre refinamento e rusticidade na mais perfeita harmonia. Os acabamentos são limpos e as sarjas são densas e bem construídas. O clean vai até o limite em peças com grandes porcentagens de elastano. E mais: o stretch, típico do jeans feminino aparece, também, no masculino para conferir mais flexibilidade e conforto às peças. O toque vintage aparece com desgastes e puídos(ou até rasgões) localizados e descontraídos.

E a inclusão social do jeans tornou-se um fato. A indústria da moda tornou-se gigantesca e democrática para abrigar várias tendências de estilo. E o jeans foi incorporado a esse espírito. Trata-se de um caso único na história do vestuário: um artigo que se tornou popularíssimo, e que também ganhou incrível versatilidade. Manter um jeans no armário, em uma de suas várias formas, é mais que recomendável, é básico e essencial!




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Edição: Lena

27 de junho de 2010

O dia internacional do mau humor




É, acho que a segunda-feira é mesmo o dia mais odiado em todo o mundo... Segunda-feira é o dia de voltar ao batente, começar tudo de novo, romper com a tranquilidade do fim de semana. Bem pior do que a segunda-feira só a segunda-feira-de-manhã, um tipo de subcategoria do dia em que todo o mau humor e exaustão da humanidade ficam potencializados

A cena é clássica: na segunda de manhã, bocejos por todos os lados, pessoas com olheiras e o tempo passando devagar. Alguns, até, com o tradicional mau humor de início de semana. E se um bem humorado se arriscar a perguntar o porquê da indisposição, vai ouvir um sonoro “eu odeio segunda-feira”. Muitas vezes, o fim do domingo arrasta-se tedioso por culpa dela, da maldita segunda, que na verdade é uma primeira: o marco inicial da semana "útil".

Gordo e preguiçoso, o gato Garfield, criação do cartunista americano Jim Davis, é a personificação da aversão ao primeiro dia útil da semana. Criado em 1978, o gatinho ganhou fama mundial por odiar as segundas-feiras. A célebre frase do Garfield resume o sentimento de muitas pessoas.

Segunda é o dia de por um fim na procrastinação, de começar dietas, fazer academia, tomar providências, ir ao dentista, falar com o gerente do banco, de apresentar-se a um novo emprego, iniciar as aulas. Em resumo: de acordar morto e ir dormir exausto. Nada funciona direito numa segunda-feira, ainda mais se ela for fria e chuvosa, aí deveria até tornar-se um atenuante criminal.

Não é à toa que diversas canções já foram produzidas com a temática do dia e nenhuma em tom de otimismo, diga-se de passagem. Os norte-americanos do The Mamas & The Papas, ao compor a sua "Monday Monday", em 1966, desabafaram toda a sua frustração em versos como: Todos os outros dias da semana são tranquilos. Mas sempre que a segunda chega, você me vê chorando o tempo inteiro.


Os Carpenters também não deram trégua para a protagonista deste post, incluindo a segunda no mesmo montante dos melancólicos dias chuvosos, na canção "Rainy Days and Mondays", interpretada pela suave Karen Carpenter e dizendo ...dias chuvosos e segundas sempre me deixam pra baixo.

A clássica "Blue Monday", do New Order, se utiliza da expressão "Segunda-feira deprê" para definir alguém perdido entre decepções amorosas: Diga-me o que sinto. Diga-me agora como eu devo me sentir. Afinal, não haveria um dia mais oportuno para personificar uma dor de cotovelo.

Só nos resta fazer da segunda um dia menos infeliz.




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Edição: Lena

Vida



"A vida é uma oportunidade, aproveite-a.

A vida é beleza, admire-a.

A vida é beatificação, saboreie-a.

A vida é sonho, torna-o realidade.

A vida é um desafio, enfrenta-o.

A vida é um dever, cumpra-o.

A vida é um jogo, joga-o.

A vida é preciosa, cuide-a.

A vida é riqueza, conserve-a.

A vida é amor, goze-a.

A vida é um mistério, desvela-o.

A vida é promessa, cumpra-a.

A vida é tristeza, supere-a.

A vida é um hino, canta-o.

A vida é um combate, aceita-o.

A vida é tragédia, domine-a.

A vida é aventura, afronte-a.

A vida é felicidade, mereça-a.

A vida é a vida, defende-a".

Imortalidade

Em 2050 seremos nove bilhões de seres humanos no planeta. Mas, quando chegarmos à metade do século XXI, quais das coisas a que já estamos acostumados terão deixado de existir? Em seu livro Future Files: A History Of The Next 50 Years, publicado em setembro de 2008, Richard Watson tem alguns palpites. Desenha uma linha do tempo em que prevê o ano estimado da morte de diversas coisas que estão presentes em nossas vidas nos dias de hoje, incluindo personalidades e locais.

Na verdade, a morte nessa linha do tempo significa “existência insignificante” a partir de determinada data. A tabela começa no inicio do século passado, indo até 2060. As extinções previstas:

2011-2020: agências de correio, aposentadoria, atendimento ao cliente, bibliotecas, blackberry, catálogos telefônicos, cinzeiros, culto à magreza, DVD, e-mail , internet discada, linhas de telefonia fixa, locadoras de DVD, fax, mouse, recepcionistas, secretárias.



2021-2030: artesãos, blogs, computadores desktop, direitos autorais, intimidade, rádio AM e FM, rugas, sindicatos, web 2.0.

2031-2040: chaves, classe-média, geleiras, a Empresa Microsoft, moedas, parto natural, petróleo, spam, União Européia, veículos a petróleo, vícios.

2041-2050: cegueira, espaços públicos gratuitos, Google, gravatas, moedas nacionais, papel-moeda, surdez, tarefas domésticas.



2051-2060: cirurgia plástica cosmética, feiúra, dor física, morte.

Algumas previsões tem certo fundamento e tudo mais. Mas, quando o autor coloca fatos irrelevantes e não muito previsíveis, junto com previsões mais consistentes, ele perde a seriedade. Mas é muito curiosa a lista, de qualquer jeito e faz pensar sobre coisas que hoje consideramos intocáveis. Especialmente curioso é o fato de que ele não colocou a morte do Yahoo! Será que ele já o considera morto ou o Yahoo! sobreviverá ao Google?



Outro ponto é que em 2050 a feiúra e a morte vão “morrer”. Não dá pra concordar porque: feiúra é relativa; imortalidade é impossível e foi superestimada: quem quer passar mil anos acordando às sete da manhã pra ir trabalhar? Assim é impossível querer ser imortal...


Edição: Lena

26 de junho de 2010

Caffé latte



Os nutricionistas tem apontado, atualmente, os prós e os contras de algumas duplas imbatíveis do cardápio brasileiro. Quando você pensa em um tipo desses alimentos, logo vem o outro na cabeça. Na cozinha prática e sem frescuras essas duplas são tão antigas que é difícil imaginar saboreá-las de forma isolada.

"Carro sem estrada, queijo sem goiabada, sou eu assim, sem você...” Já dizia, Adriana Calcanhoto, que algumas coisas não vivem uma sem a outra. Até parece que nasceram para ficar juntas. E nasceram mesmo, pois o que seria do (a):

...arroz sem o feijão?
...pão sem a manteiga?
...café sem o leite?
...queijo sem a goiabada?
...filé sem as fritas?
...strogonoff sem o arroz?
...carne seca sem a abóbora?
...mortadela sem o pão?
...macarrão sem o molho?
..."hamburguer" sem o pão?
...mortadela sem o pão?
...queijo sem o vinho?
...feijoada sem a laranja?
...presunto sem o queijo?
...quiabo sem a galinha?
...morango sem o "chantilly"?
...do "petit gateau" sem o sorvete?
...do churrasquinho sem a farinha?
...do bacalhau sem a batata?



Sem querer forçar a barra, estou certa de que há inúmeras outras duplas, mais ou menos simples ou sofisticadas. É fato, também, que a combinação vai além da tradição e chega também aos nutrientes. Neste aspecto, nem sempre as duplas mais tradicionais são saudáveis. Mas, mesmo assim, você não acha que foram feitos uns para os outros?


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Edição: Lena

25 de junho de 2010

Woodstock



"Gastei a juventude procurando Woodstock. E só encontrei a lama".


O mito em números




Depois de um ano da morte de Michael Jackson, sua presença ainda é intensa em todos os tipos de mídia. Poucos artistas no mundo tiveram tanto controle sobre seu próprio legado como Michael; seu documentário póstumo, This is it, mostrou o quanto ele dominava sua própria criação.


Fora especulações conspiratórias, muito pouco resta a ser revelado de sua vida musical. Ao contrário de alguns artistas, não existem baús com raridades, gravações escondidas e outros tipos de especulações sonoras. Jackson foi o próprio espírito do pop, totalmente exposto e personificado.


Nesta era digital, vale uma pequena tradução de Michael em números:

 - Ganhou 13 prêmios Grammy, oito deles e um só ano: 1984. Passou 45 dos seus 50 anos como músico profissional; sua primeira aparição no placo foi aos cinco anos.

- Teve 47 singles que apareceram na parada principal da Billboard e 13 singles que chegaram ao número Nº 1.

- O disco Thriller passou 37 semanas no topo das paradas.

- Vendeu mais de 750 milhões de discos pelo mundo.

- Entre 1988-1989, foi o cantor que mais faturou no mundo, ganhando 125 milhões de dólares.

- Recebeu 1.5 milhões de dólares de um acordo com a Pepsi-Cola Company, em função de queimar seu cabelo durante um comercial. Doou o dinheiro para a fundação Michael Jackson Burn Center.

- Gastou 47.5 milhões de dólares comprando o catálogo de músicas dos Beatles.

- Em 1987-89, a tour Bad quebrou vários recordes: 123 shows e um público total de 4.4 milhões de pessoas, gerando 125 milhões de dólares.

- Neverland Ranch tinha 2.700 acres e foi comprada em 1988 por 17 milhões de dólares. Seu valor é estimado em mais de 100 milhões de dólares. A propriedade está hipotecada e Jackson tinha apenas uma pequena parte.

- Acredita-se que ele tenha doado um total de 300 milhões de dólares para obras de caridade.

- Em 2005, foi inocentado, num julgamento que durou 5 meses, de 7 acusações de abuso sexual de crianças

- This is it, de 2009, teria 50 shows e já tinha gerado 85 milhões de dólares pelos ingressos já vendidos. 

- Suas dívidas são coisa do passado. A revista Billboard estima que ele tenha faturado 1 bilhão de dólares depois de morto, sendo 400 milhões pelos direitos do filme This Is It, que mostra ensaios para a turnê que não aconteceu, e 383 milhões pela venda de álbuns.

- A notícia de sua morte mexeu com a internet de tal forma derrubou os servidores do Twitter e até sua morte ser confirmada dominou nove dos 10 tópicos de discussão do dia. 

- A velocidade média de download em sites de notícias dobrou de menos de quatro segundo para quase nove segundos.

No dia 7 de julho de 2009 foi feito um memorial e funeral para o cantor nos Estados Unidos. Exibido nos canais de todo o mundo, foi uma das maiores audiências já vistas em todos os tempos. Além disso é sinônimo de uma época em que o sucesso de um artista era medido em discos vendidos - uma era que metaforicamente morre junto com ele.


Michael Jackson deixou três filhos, uma legião de fãs órfãos e um patrimônio incalculável para a Cultura POP.



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Edição: Lena

Quem é que eu sou?




“Meu Deus, meu Deus! Como tudo é esquisito hoje! E ontem tudo era exatamente como de costume. Será que fui eu que mudei à noite? Deixe-me pensar: eu era a mesma quando me levantei hoje de manhã? Estou quase achando que posso me lembrar de me sentir um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima pergunta é: ‘Quem é que eu sou?’. Ah, essa é a grande charada!”





Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll

24 de junho de 2010

Mafalda

                                  

Mafalda, a menina de seis anos de idade mais crítica dos quadrinhos, é uma doce e espevitada garotinha, sem papas na língua, com cabelos negros, traços fisionômicos simples e personalidade forte. No "mundo real", a irrequieta Mafalda, criação máxima do cartunista argentino Quino, completaria 46 anos em setembro.

Foi criada para uma campanha publicitária de eletrodomésticos chamada Mansfield (por isso seu nome começa com "M"). O cliente recusou o trabalho e dois anos depois, o semanário argentino Primera Plana encomendou a Quino uma série que fosse "engraçada". O autor resolveu utilizar a simpática garotinha que havia criado. A estréia foi em 29/09/64.

Mafalda tinha um espírito crítico e uma sagacidade típica das crianças de raciocínio rápido. Possuía um globo (o mundo) doente em casa e ouvia sempre o noticiário do jornal tendo uma excelente tirada para cada nova notícia. Muitos anos antes do jargão de Garfield sobre as segundas-feiras, Mafalda já odiava sopa, era apaixonada pelos Beatles e pelo desenho Pica-Pau.

Questionamentos como: Porque as guerras? O que se passa com os judeus e palestinos? Por que o Comunismo, Socialismo ou a Democracia? entre outras perguntas que afligem a humanidade, foram bem retratados com um toque de humor muito delicado e bem sarcástico. Com ingenuidade típica de uma criança, acaba deixando seus pais em situações de enrascada com seus questionamentos, políticos, econômicos, e familiares impecáveis, que dão a grande sacada das tiras humorísticas.

Mafalda teve importância mundial como, por exemplo, sua participação em 1976 na Declaração dos Direitos da Criança, do Unicef e em inúmeras campanhas educativas e de direitos humanos pelo mundo afora, além de ter sido tema de um selo postal.

Uma menina de opinião, com uma visão bastante crítica da realidade. Uma sonhadora. Uma contestadora. Foi assim ela conquistou o mundo, com a sua indignação pelas coisas erradas que aconteciam no mundo e vive até hoje nos nossos corações. Europa e América Latina se renderam aos encantos da personagem. Nunca foi publicada nos Estados Unidos.

Com sacadas absolutamente geniais, Quino fez de Mafalda um sucesso perene, que atravessa gerações há anos e continua encantando. A tira parou de ser desenhada em 1973, justamente no ano em que suas estripulias chegaram ao Brasil.


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Edição: Lena

23 de junho de 2010

Livros: os 100 melhores




Os 100 melhores livros de todos os tempos, segundo a Newsweek...


1. Guerra e Paz, Lev Tolstoi, 1869
2. 1984, George Orwell, 1949
3. Ulisses, James Joyce, 1922
4. Lolita, Vladimir Nabokov, 1955
5. O Som e a Fúria, William Faulkner, 1929
6. O Homem Invisível, Ralph Ellison, 1952
7. Rumo ao Farol, Virginia Woolf, 1927
8. Ilíada e Odisséia, Homero, século VIII a.c.
9. Orgulho e Preconceito, Jane Austen, 1813
10. A Divina Comédia, Dante Alighieri, 1321
11. Os Contos de Cantuária, Geoffrey Chaucer, século XV
12. As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift, 1726
13. A Vida Era Assim em Middlemarch, George Eliot, 1874
14. Quando Tudo se Desmorona, Chinua Achebe, 1958
15. O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger, 1951
16. E Tudo o Vento Levou, Margaret Mitchell, 1936
17. Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, 1967
18. O Grande Gatsby, Scott Fitzgerald, 1925
19. Catch 22, Joseph Heller, 1961
20. Beloved, Toni Morrison, 1987
21. As Vinhas da Ira, John Steinbeck, 1939
22. Os Filhos da Meia-Noite, Salman Rushdie, 1981
23. Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, 1932
24. Mrs. Dalloway, Virgínia Woolf, 1925
25. O Filho Nativo, Richard Wright, 1940
26. Da Democracia na América, Alexis de Tocqueville, 1835
27. A Origem das Espécies, Charles Darwin, 1859
28. Histórias, Heródoto, 440 a.c.
29. O Contrato Social, Jean-Jacques Rosseau, 1762
30. O Capital, Karl Marx, 1867
31. O Príncipe, Nicolau Maquiavel, 1532
32. Confissões, Santo Agostinho, século IV
33. Leviatã, Thomas Hobbes, 1651
34. História da Guerra do Peloponeso, Tucídides, 431 a.c.
35. O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, 1954
36. Winnie The Pooh, A. A. Milne, 1926
37. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, C. S. Lewis, 1950
38. Passagem para a Índia, E. M. Forster, 1924
39. Pela Estrada Fora, Jack Kerouac, 1957
40. Por Favor Não Matem a Cotovia, Harper Lee, 1960
41. A Bíblia Sagrada
42. Laranja Mecânica, Anthony Burgess, 1962
43. Luz em Agosto, William Faulkner, 1932
44. As Almas da Gente Negra, W. E. B. Du Bois, 1903
45. Vasto Mar de Sargaços, Jean Rhys, 1966
46. Madame Bovary, Gustave Flaubert, 1857
47. O Paraíso Perdido, John Milton, 1667
48. Anna Karenina, Lev Tolstoi, 1877
49. Hamlet, William Shakespeare, 1603
50. Rei Lear, William Shakespeare, 1608
51. Otelo, William Shakespeare, 1622
52. Sonetos, William Shakespeare, 1609
53. Folhas de Erva, Walt Whitman, 1855
54. As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain, 1885
55. Kim, Rudyard Kipling, 1901
56. Frankenstein, Mary Shelley, 1818
57. Song of Solomon, Toni Morrison, 1977
58. Voando Sobre um Ninho de Cucos, Ken Kesey, 1962
59. Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway, 1940
60. Matadouro Cinco, Kurt Vonnegut, 1969
61. O Triunfo dos Porcos, George Orwell, 1945
62. O Deus das Moscas, William Golding, 1954
63. A Sangue Frio, Truman Capote, 1965
64. O Caderno Dourado, Doris Lessing, 1962
65. Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust, 1913
66. À Beira do Abismo, Raymond Chandler, 1939
67. Na Minha Morte, William Faulkner, 1930
68. O Sol Nasce Sempre (Fiesta), Ernest Hemingway, 1926
69. Eu, Cláudio, Robert Graves, 1934
70. Coração, Solitário Caçador, Carson McCullers, 1940
71. Filhos e Amantes, D. H. Lawrence, 1913
72. All The King’s Men, Robert Penn Warren, 1946
73. Go Tell It on The Mountain, James Baldwin, 1953
74. A Menina e o Porquinho, E. B. White, 1952
75. O Coração das Trevas, Joseph Conrad, 1902
76. Noite, Elie Wiesel, 1958
77. Corre, Coelho, John Updike, 1960
78. A Idade da Inocência, Edith Wharton, 1920
79. O Complexo de Portnoy, Philip Roth, 1969
80. Uma Tragédia Americana, Theodore Dreiser, 1925
81. O Dia dos Gafanhotos, Nathanael West, 1939
82. Trópico de Câncer, Henry Miller, 1934
83. O Falcão de Malta, Dashiell Hammett, 1930
84. Mundos Paralelos, Philip Pullman, 1995
85. Death Comes for the Archbishop, Willa Cather, 1927
86. A Interpretação dos Sonhos, Sigmund Freud, 1900
87. A Educação de Henry Adams, Henry Adams, 1918
88. O Livro Vermelho, Mao Tsé Tung, 1964
89. As Variedades da Experiência Religiosa, William James, 1902
90. Reviver o Passado em Brideshead, Evelyn Waugh, 1945
91. A Primavera Silenciosa, Rachel Carson, 1962
92. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, John M. Keynes, 1936
93. Lord Jim, Joseph Conrad, 1900
94. Goodbye to All That, Robert Graves, 1929
95. A Sociedade da Abundância, John Kenneth Galbraith, 1958
96. O Vento nos Salgueiros, Kenneth Grahame, 1908
97. A Autobiografia de Malcolm X, Alex Haley e Malcolm X, 1965
98. Eminent Victorians, Lytton Strachey, 1918
99. A Cor Púrpura, Alice Walker, 1982
100. Memórias da Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill, 1948

Você concorda? Tem algo a acrescentar ou substituir? Quantos desses você já leu?

Fonte
Edição: Lena

Ame!





"O amor acrescenta-nos com o que amarmos.

O ódio diminui-nos.

Se amares o universo, serás do tamanho dele.

Mas quanto mais odiares, mais ficas apenas do teu.

Porque odeias tanto?

Compra uma tabuada. E aprende a fazer contas".


                        

22 de junho de 2010

Casamento na roça





Junho é o mês dos folguedos
Não solte balão nas cidades
Há bolos quadrilhas brinquedos
Cantigas pra todas idades
Até na quadrilha infantil
A dança remexe o quadril

Há milho assado cheirando
Canjica, tapioca, cuscuz,
E todos dançando, cantando,
Ao redor da fogueira a luz
Aplausos por todos os lados
Festejando casais namorados

O sanfoneiro tocando
Corpos suados que riem
A noiva aparece chorando
O noivo fugiu, que agonia.
O padre chegando insiste
Vem logo juiz, não despiste

O moço volta assombrado
Tiroteio ressoa no ar
O sim dado de bom grado
A noiva sorri sem falar
O resto é só festança
Até quando o sol apontar




21 de junho de 2010

Chegou o inverno!




"Em tempo de semear aprenda,
em colheita ensine,
em inverno desfrute!"



Resiliência



"Aquilo que não me destrói me fortalece", ensinava o filósofo Friedrich Nietzsche. Este poderia ser o mote dos resilientes, aquelas pessoas que, além de pacientes, são determinadas, ousadas, flexíveis diante dos embates da vida, capazes de aceitar seus erros e aprender com eles. Sob a tirania do relógio, nosso dia a dia exige grande desgaste de energia, competência e um número cada vez maior de habilidades. Sobreviver é tarefa difícil e complexa, sobretudo nos centros urbanos, onde vivemos sobressaltados e estressados.

O capitalismo, por seu lado, empurra o cidadão para o consumo desnecessário. Juntam-se a isso o trânsito caótico, a saraivada cotidiana de más notícias estampadas nas manchetes e decepções diárias e pronto: como consequência, ficamos frágeis, desesperançados e perdemos muita energia vital. Se de um lado a tecnologia parece estar a nosso favor, de outro ela acelerou o ritmo da vida e nos tornou reféns de aparatos que se renovam continuamente. E assim ficamos brigando contra o... tempo!

Haja resiliência! Essa é com certeza uma expressão adequada aos dias de hoje. Só a paciência já não basta. Além de pacientes, precisamos ser determinados, confiantes, ousados e ao mesmo tempo flexíveis e conscientes para manter os problemas em perspectiva - alguns têm solução, outros não -, deixar que o tempo se encarregue de mostrar os caminhos e, sobretudo, aprender a olhar de forma diferente para eles com estratégias de contornar as adversidades.

A resiliência é caracterizada por um conjunto de atitudes adotadas pelo ser humano para resistir aos embates da vida. Esse termo se origina de uma ciência exata, a física, e significa a capacidade que os corpos têm de voltar à sua forma e estado originais, depois de serem submetidos a um grande esforço ou pressão externa.

Disse um mestre: "Não podemos evitar as ondas do oceano, mas podemos aprender a surfá-las." O surfista tem jogo de cintura, agilidade, presença de espírito, conhece o mar, conhece os ventos favoráveis e sabe a hora de pular fora da onda, pois logo atrás já vem vindo outra!

A atitude resiliente, no entanto, não é sinônimo de força ou coragem no sentido mais heróico do termo. Ela pressupõe também uma sabedoria e uma criatividade, um discernimento que aparece como consequência de experiências anteriores, algo que também é um ganho, à medida que as adversidades vão criando uma espécie de "musculatura interior".



Numa pessoa resiliente devem estar presentes a capacidade de adaptação e a flexibilidade. Ela deve ser capaz de promover as mudanças necessárias quando são inevitáveis. A resiliência pode e deve ser exercitada; ela não é algo herdado ou um traço de personalidade. Como podemos fazer isso? Aqui vão algumas dicas para se treinar a resiliência:

Em primeiro lugar, não negar o problema quando ele bate à sua porta; a negação só faz aumentar seu tamanho, assim como acentuar a resistência para as mudanças. As soluções podem começar a aparecer a partir dessa compreensão.

Uma vez que a vida é inexoravelmente mutável e transitória, as reações de controle e de apego são ineficazes. Bem ao contrário do que se pensa, exercer muito controle sobre tudo e todos não é uma solução; os eventos da vida têm um curso próprio que independe da nossa vontade e da nossa opinião. Respeitar o curso natural das coisas nada tem a ver com uma atitude de resignação. Significa simplesmente não nadar contra a corrente dos fatos. Reconhecer e assumir as próprias fraquezas e incompetências é, antes de tudo, um ato de coragem.

Adotar uma perspectiva de aprendizado, quando algo traz muita contrariedade ou angústia. Há muitas maneiras de sofrer: podemos sofrer com inteligência ou com burrice! Na primeira, há mais crescimento e dignidade; na segunda, a pessoa se coloca na posição de vítima e desencadeia uma busca de culpados, assumindo uma postura errônea, que acaba por paralisar sua vida. As experiências difíceis são de grande valia, pois criam "anticorpos" que nos protegerão em outras situações de risco. Da mesma forma, o trabalho psicoterapêutico pode mostrar que não precisamos nos identificar com o sofrimento, mas podemos examiná-los, compreendê-los e aprender com eles.

Use todo e qualquer instrumento tecnológico a seu favor e empregue o seu discernimento para não se tornar refém das tecnologias. O excesso de informação é estressante, leva à dispersão e não pode nunca substituir com vantagem o contato pessoal, o afeto e a convivência com as pessoas queridas.

John Lennon dizia que "a vida é uma coisa que acontece, enquanto você fica preocupado, fazendo planos". Assim, não se preocupe demais com o futuro. Sofrer por antecipação é um dos hábitos mais negativos do homem contemporâneo. A ansiedade é corrosiva para a saúde, afeta o sistema imunológico e sua base é o medo e a falta de confiança. O pânico, as fobias e a depressão são os sintomas da demolição dos nossos esquemas mentais de segurança.


Não há fórmulas mágicas para superar crises e dificuldades, sejam elas quais forem. Mas o indivíduo resiliente tem um diferencial na sua forma de atravessar esses momentos. Concentração, foco e tolerância podem moldar um jeito diferente de olhar os nossos problemas. Felicidade é também um modo de interpretar a realidade.


Felicidade




"Acho a maior graça.

Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.

Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!"

20 de junho de 2010

A dança

"...Eu me tomo as estrelas e a lua.
Eu me tomo o amante e o amado.
Eu me tomo o vencedor e o vencido.
Eu me tomo o senhor e o escravo.
Eu me tomo o cantor e a canção.
Eu me tomo o conhecedor e o conhecido...
Eu continuo dançando... e dançando... e dançando...
Até que haja apenas... a dança".


Viajar...



"Quem viveu pregado a um só chão


não sabe sonhar outros lugares..."


Branding: a força de uma marca


Em um mundo povoado por Nikes, Coca-Colas, Skols, FedExes, somos categóricos em afirmar: nós vivemos marcas. Com certeza até mesmo aquele que diz firmemente não ligar para elas tem no bolso ou já usou alguma vez na vida uma Bic.

Perceba, como nesta última sentença, nem comentamos se tratar de uma caneta Bic: a própria assimilação do nome já nos faz entender isso. Como isso é possível? A marca Bic é um bem sucedido e amplamente estudado.  Branding, define José Roberto Martins em seu livro “Branding: manual para você criar, gerenciar e avaliar marcas”, é a atividade de construir e gerenciar uma marca junto ao mercado buscando adentrar a cultura de uma sociedade, além dos fatores meramente econômicos. O branding tem a ver diretamente com a idéia que o consumidor/público alvo tem de determinada marca (brand), e o que ela representa em suas vidas e interesses.




Bruges: charme e magia

Imagem: Lena


 
Bruges é uma das mais famosas cidades belgas e uma das que mais atraem visitantes. Cidade medieval, localizada a 96 km de Bruxelas, parece ter sido tirada de uma moldura. Caminhar por suas ruas é como voltar ao tempo.


Igrejas, monastérios, museus, conventos e até um hospital, o mais antigo da Europa, são riquezas em forma de arquitetura da época de prosperidade quando a cidade enriqueceu devido ao comércio. O seu centro formado por casarios coloridos e os charmosos bairros cortados por canais, pontes, ruínas de uma fortaleza bem como os moinhos das redondezas fazem de Bruges uma cidade dos sonhos, inesquecível.

Os passeios de barco são populares e, em Bruges, aproveita-se o costume local para se conhecer a cidade a partir dos canais. Não é à toa que é chamada de Veneza do Norte. Andar de bicicleta também é muito divertido. A região do centro da cidade é composta por inúmeras ruelas, com centenas de lojas, restaurantes e pequenos comércios cheios de charme.


Mas nada combina mais na romântica cidadezinha do que um passeio de carruagem pelas ruas do centro histórico. Por entre as ruas com pedras, ouve-se o “toc–toc-toc” de belos, grandes e bem tratados cavalos, um verdadeiro convite ao clima super romântico da cidade.


Com um irresistível cheirinho de cacau no ar, Bruges é aromaticamente deliciosa de se visitar. Nas ruas, uma centena de casas vendendo chocolates são convites explícitos à degustação. Os famosos waffles com cobertura de chocolate e frutas, nos remetem a outras delícias: as trufas. Além delas, encontram-se também os pralinés, outra das tradicionais iguarias belgas. A casca do chocolate guarda um recheio de textura e sabor surpreendentes, geralmente produzido a partir de amêndoas. É uma tentação atrás da outra!


O roteiro gastronômico deve incluir também, mariscos (moules) com muitas batatas fritas - que, segundo a história, tiveram origem no país -, tudo isso com cervejas da região. O conhecimento dos belgas sobre as cervejas data da Idade Média, o que resultou em mais de 1.000 rótulos de diferentes sabores, cores e aromas (algumas com frutas). Alguns bares podem ter mais de 500 títulos registrados, e cada um pede um copo especial.


A paisagem outonal de Bruges é lindíssima e fica para sempre na memória, ainda que a cidade seja um mágico destino em todas as estações. Não deixe de conhecer Bruges. É uma cidadezinha perfeita demais, que fez com muito charme a transição do medieval para o moderno...

18 de junho de 2010

Comer, Rezar, Amar: o filme


A adaptação para o cinema do best-seller "Comer, Rezar, Amar", de Elizabeth Gilbert, estreia no país em primeiro de outubro. No livro, Elizabeth conta, com muito humor, ironia e inteligência, como superou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado.

Tinha tudo o que uma mulher poderia querer: um marido apaixonado, uma casa que acabara de comprar, o projeto de ter filhos e carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, sentia-se confusa, triste e em pânico.


Assim, a escritora decidiu tomar uma decisão radical. Livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo. Sozinha. A história é um relato sobre a importância de assumir a responsabilidade pela própria felicidade e parar de viver conforme os ideais da sociedade.

Aclamado pelo The New York Times como um dos 100 livros notáveis de 2006 e escolhido pela Entertainment Weekly uma das melhores obras de não-ficção do ano, originou o roteiro do filme homônimo, a ser estrelado por Julia Roberts, no papel da escritora e o ator espanhol Javier Baden como Felipe, por quem a autora se apaixona durante uma viagem a Bali.




Fonte:objetiva.com.br
Edição: Lena

This is it




A canção de maior sucesso da carreira de Michael Jackson foi "Say Say Say", gravada ao lado de outro grande nome da história da música, Paul McCartney, segundo lista divulgada nesta semana pela revista "Billboard". No primeiro aniversário da morte de Michael, a revista, que elabora as listas de sucessos musicais de referência nos Estados Unidos, publicou estatísticas centradas em sua carreira.


"Say Say Say", composta em 1983 ao lado do ex-Beatle, superou clássicos como "Billie Jean" e "Thriller", e esteve seis semanas no primeiro lugar na primeira posição e 18 dentro do Top 40 da "Billboard". A canção faz parte do disco "Pipes of Peace" de McCartney, e é a segunda que mais tempo esteve como número um - superada apenas por "Billie Jean" -, mas ficou mais semanas nas listas, o que faz com que ocupe o posto mais alto no ranking de seus 50 maiores sucessos.


"Paul e eu compartilhávamos a mesma ideia sobre como deve funcionar uma canção pop, e foi um verdadeiro presente trabalhar junto a ele", disse Michael sobre sua parceria com o britânico, segundo revista, que reuniu as músicas de maior sucesso da carreira do artista, tanto em carreira solo quanto junto a seus irmãos no Jackson Five ou em parcerias com outros artistas.


O segundo posto do ranking ficou com "Billie Jean" (1983), "uma música que fez de Jackson uma sensação mundial", segundo a revista, e que foi número um durante sete semanas seguidas, mas esteve entre os 40 maiores sucessos dos EUA "apenas" durante 17 semanas.


"I'll be there", que Michael gravou junto aos irmãos em 1970, ficou com a terceira posição da lista, seguida por outras músicas de sucesso, como "Beat it" (1983), "Rock With You" (1980), "Dancing Machine" (1974), "Man in the Mirror" (1988), "I Want You Back" (1970) e "ABC" (1970).


Nas dez primeiras posições da lista está outra canção de Michael Jackson e Paul McCartney, "The Girl Is Mine" (1982), música que, segundo a Billboard, abriu "a incrível carreira de sucessos para o álbum 'Thriller'".


Entre os 50 maiores sucessos de Jackson também estão "The Way You Make Me Feel" (12º lugar), "Black or White" (13º), "Bad" (15º) "Dirty Diana" (17º), "Don't Stop 'Til You Get Enough" (18º), "Will You Be There" (32º) e "Scream/Childhood" (33º), que compartilhou com sua irmã Janet em 1995.


As músicas mais recentes que conseguiram entrar na lista são "You Rock My World" e "Butterflies", de 2001 e 2002, que ficaram nos lugares 47 e 42 do ranking, respectivamente.


Michael Jackson morreu em 25 de junho do ano passado em Los Angeles, devido a uma intoxicação aguda do anestésico Propofol, em circunstâncias que foram qualificadas como "homicídio" pelas autoridades da Califórnia.


Serenidade



Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este dia, sem querer resolver o problema de minha vida, todo de uma vez.

Só por hoje terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros: delicado nas minhas maneiras, não criticarei ninguém, não pretenderei melhorar nem disciplinar ninguém a não ser a mim.

Só por hoje sentir-me-ei feliz com a certeza de ter
sido criado para ser feliz, não só no outro mundo, mas também neste.

Só por hoje adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que as circunstâncias se adaptem a todos os meus desejos.

Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me de que assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida de minha alma.


Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.

Só por hoje farei uma coisa de que não gosto, e se for ofendido em meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.


Só por hoje far-me-ei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo caso vou fazê-lo. E guardar-me-ei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

Só por hoje ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim mesmo como se existisse somente eu no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.


Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gostar do que é belo e não terei medo de crer na bondade.


Igualdade


Imagem


"Tolerar a existência do outro e
permitir que ele seja diferente,
ainda é muito pouco.
Quando se tolera, apenas se concede,
e essa não é uma relação de igualdade,
mas de superioridade de um sobre o outro".


Tributo a Saramago







A viagem não acaba nunca.
Só os viajantes acabam.
E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa.
Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim.
O fim de uma viagem é apenas o começo de outra.
É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava.
É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles.
É preciso recomeçar a viagem.
Sempre.


José Saramago

17 de junho de 2010

Um mal desnecessário


Em mulher mal-humorada, nada funciona: a única coisa que aparece é o mau humor. Mulheres de bico, de cara amarrada, ríspidas, amargas, azedas... alguém merece?!



Elas reclamam o tempo todo: adoram fazer papel de vítima, repetem 15 vezes por dia que estão exaustas, põem defeito em tudo e em todos e adoram fazer profecias negativas.

Além de conjugar o futuro sempre no imperfeito, as mal-humoradas adoram orações adversativas: 'O prato está bom, mas...', 'Eu trabalho aqui, mas...'. Há sempre um 'porém', um 'contudo' ou um 'todavia' no caminho dessas almas emburradas. Às vezes, expressos em silêncio.

É aquela colega que chega, não dá 'bom dia', não abre a boca -e nem precisa: o rosto dela diz tudo. Se você perguntar se ela está com algum problema, a mal-humorada só responde: 'Nada, não...'. E aí a presença dela vai crescendo, porque não há nada tão contagiante, ou contagioso, quanto o mau humor. Ele intoxica quem está perto, contamina o ambiente.

Momentos de mau humor? Todas nós temos. Nada mais humano e mais digno de perdão. Mas há uma diferença enorme entre estar e ser mal-humorada. E não vale dizer que a vida anda difícil. A vida está difícil, sim, e não faltam razões para sentirmos tristeza, angústia, ansiedade.

Mau humor, não: é um outro departamento. Tristeza e angústia, a gente processa internamente. Mau humor é quando você apresenta para o outro a fatura da sua infelicidade. Ele é obrigado a pagar a conta do que você consumiu (ou deixou de consumir) sozinha. Quem é que quer conviver com alguém assim?

Ainda dá tempo: pegue de volta aquela sua lista de resoluções para o Ano Novo e inclua: "Vou adotar uma postura bem-humorada diante da vida". Ou então, melhor ainda: resolva já o que está causando seu mau humor. É o casamento, ou o namoro, ou o emprego? Se for o emprego, tente mudar. Se for a cidade, também. O que não dá é para puxar o freio de mão na infelicidade e depois apresentar a conta para os outros.



Fonte: Leila Ferreira