31 de julho de 2010

Palmada na lei

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Será que palmada é crime e eu não estou percebendo algo importante? O projeto, que ficou conhecido como “lei da palmada”, se propõe a alterar o artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Nele, fica proibido o uso de castigos corporais de qualquer tipo na educação dos filhos. Li, pesquisei, estudei e continuo achando um total disparate. Não encontro um único argumento que me convença de uma lei proibindo palmadas.

Antes de seguir, quero deixar muito claro que, obviamente, espancamento é crime. Seja dos pais ou de quem for. Palmada não. E nada me convence de que precisamos de mais uma lei, já que a legislação existente pune o espancamento e demais agressões físicas. Nada tampouco me convence de que o Estado deve interferir neste nível na vida privada, na maneira como cada um educa seus filhos. Não por uma postura liberal, mas por algo bem mais sério que vou abordar mais adiante.

Um dos argumentos em defesa da nova lei é de que as pessoas não saberiam a diferença entre uma palmada e um espancamento. Acredito que a maioria das pessoas sabe muito bem a diferença entre dar um tapa na bunda de uma criança e espancar uma criança. Não vale como estatística, mas nunca conheci ninguém que não soubesse, exceto pessoas com distúrbios muito graves, que também não sabiam a diferença entre quase tudo. Quem espanca não acha que está dando uma palmada. Tem certeza de que espanca e quer espancar.

Outro argumento é de que a suposta violência começaria com uma palmada e evoluiria para um espancamento. Não me parece que temos provas de que isso seja um fato verídico. É verdade que temos, infelizmente, um número elevado de crianças espancadas no país – no caso de crianças espancadas, queimadas e agredidas de todas as formas qualquer número acima de zero é elevado e vergonhoso e seus autores devem ser punidos com as penas previstas nas leis que já existem. Mas não é a maioria nem é uma regra evolutiva. Não vejo pais dando palmadas nos primeiros dois anos de vida e no terceiro e no quarto espancando. E no quinto e sexto matando?

Me parece muito perigoso tachar de criminosos pais que dão palmadas. Por vários motivos. O primeiro deles é a injustiça da afirmação. Crime é algo muito sério e algo com que o Estado e todos nós precisamos nos preocupar porque rompe e ameaça o tecido social, portanto a sobrevivência de todos. Não pode e não deve ser banalizado. Chamar de criminoso um pai ou uma mãe que dá uma palmada na criança na tentativa de educar é, além de um equívoco, um flagrante abuso.

Me preocupa muito, por exemplo, o fato de demorarmos a agir no caso das denúncias de espancamentos e de agressão sexual. Assim como me preocupa a falta de instrumentos de proteção efetivos para amparar as crianças violadas de todas as formas. Isso resulta em traumas físicos e psicológicos para as vítimas e impunidade para os agressores. Quando o Estado coloca a palmada e o espancamento no mesmo nível, como se fosse a mesma coisa, todas as lacunas de prevenção, assistência e repressão podem se tornar ainda mais largas.

Se o Estado se propõe a entrar na casa das pessoas e fiscalizar se todos os pais do Brasil estão dando ou não palmadas em seus filhos, em vez de concentrar seus recursos e esforços naquilo que é importante – a prevenção do espancamento e a punição dos espancadores, assim como dos abusadores de todo tipo – temo que o tiro possa sair pela culatra, com o perdão do clichê. Acho que na vida, seja para um governante, um legislador ou um cidadão comum, é importante ter foco.

Espancamento, ouso dizer que a maioria de nós não experimentou. Mas palmadas quase todos conhecem na pele. Eu nunca fui espancada pelos meus pais, mas recebi várias palmadas. E todas elas, na minha percepção, foram atos de amor e de educação. Eu nunca espanquei minha filha, mas dei várias palmadas nela.

E também foram atos de amor e de educação!


Eliane Brum
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Simples, não?

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Atitude! Esse é o nome que está por trás de tudo o que lhe sustenta. Você aposta todas as fichas nisso.

Alguém vai lhe perguntar as horas e seu impulso primitivo é o de dizer não. Não quer dizer as horas. Não é obrigado. Quer se livrar da obrigação de ser gentil e ter que ficar atendendo os outros. E se não age assim, pelo menos pensa assim. Tá na cara! Consultando limites para a própria rebeldia, a cada instante. Sim.

Ser do contra implica em ser antipático, chato, ter uma nuvem cinza sobre a cabeça o tempo todo e você sabe disso. Por exemplo: quando alguém dirige você vai criticando o caminho que a pessoa faz. Não se deve fazer isso sem oferecer um outro caminho; e justifica! Sim, é importante dizer o porquê de o outro caminho ser melhor. Isso vale para política e afins. E se você não faz assim, olha, não me leve a mal: você é só um chato. Observe a oportunidade da réplica e de que pode não haver concordância, pelo menos de imediato. Ou nunca. E alguém pode, na imensidão do mundo e da história, ter uma idéia melhor que a sua.Autoria: Leo Jaime

Dizer um não, simples e rotundo, ao mundo e à vida, pode parecer charmoso e lhe conferir um ar de sofisticação. De quem não se contenta com qualquer coisa. Sim, é verdade. Só que quem não se contenta com nada está fadado ao insucesso. Ser infeliz de propósito, ser um perdedor por iniciativa própria é antes de tudo uma demonstração de total covardia. Portanto, se você imaginava que a pose de rebelde, contra tudo e todos, ia lhe conferir um ar de coragem, esqueça: esta é a solução dos covardes. Não apostar em nenhum dos cavalos da corrida e meter o pau em todos não dá crédito para ninguém. O quê? Vai se gabar do próprio azedume depois? É preciso ter um projeto, seja lá qual for, e acreditar em alguma coisa e lutar por ela.

É preciso ter algum senso de estética para se construir um sonho. E para colorir este sonho. E depois tentar fazer deste sonho algo real. Sonhos são sementes de projetos. E não importa se muitos vão acreditar nele ou achá-lo interessante. Mas é preciso amar alguma coisa ou alguém para se poder dizer dono de alguma postura, ou atitude. Odiar não é uma postura corajosa. E era isso o que eu tinha para lhe dizer: odiar é muito confortável e lhe parece a solução para todo o que você não entende e não sabe como lidar. Você odeia tudo o que não entende. E você não entende quase nada porque odeia tudo.

Tome uma atitude. Foi o que fiz agora, aproveitando que estou, como você disse, naquele período do mês em que não dá pra conversar. Por isso resolvi escrever. Pra proteger você dessa minha transitória alteração de humor. E agora vou comer um chocolate e adoçar a vida. Do mesmo jeito que o meu humor piora, ele também melhora de repente.

Simples, não?


Autoria: Leo Jaime

Humildade



 
"O segredo da sabedoria, do poder e do conhecimento é a humildade "



Ernest Hemingway

30 de julho de 2010

A destruição da floresta


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Nossos netos ficarão ricos se conseguirmos preservar a floresta amazônica. Pode parecer, mas não acho que seja exagero: daqui a 50 anos, que país terá matas primárias da extensão das que ainda nos restam? Num mundo cada vez mais urbano e de áreas verdes minguantes, quanto valerão a biodiversidade, a imensidão dos rios e o potencial científico e turístico de uma Amazônia intacta?

Os céticos poderão dizer que, na Europa e na América do Norte, também existem florestas das quais eles se orgulham. De fato, lá sobreviveram algumas áreas florestais, pequenas, é verdade, mas bonitas, cortadas por trilhas com espaços para acampamento, lanchonetes, banheiros públicos e lojas de souvenirs com estacionamento para ônibus lotados de turistas.

Mas dá para comparar uma visita a elas com o prazer de pegar um barco a 15 minutos do aeroporto de Manaus, subir o rio Negro ou o Solimões, descer o Amazonas a caminho de um afluente qualquer e, em poucas horas, estar na solidão da mata misteriosa, como antes da chegada dos portugueses? Em 2050, quantos não sonharão com uma viagem dessas? Quantos institutos de pesquisa não estarão interessados em estudar a região?

Além do mais, é fundamental não esquecer que uma única árvore abriga tantas espécies de seres vivos que constitui um ecossistema particular. Basta olharmos com atenção para qualquer árvore mais alta no meio da floresta para nos surpreendermos com a quantidade de cipós contorcidos que sobem até a copa, com as samambaias, bromélias e orquídeas floridas que se apóiam nos galhos, com os fungos que espalham manchas verdes por toda a extensão do caule.

Se juntarmos a esses hóspedes formigas, cupins, besouros, abelhas e demais insetos que polinizam as flores, constroem casas e se alimentam das folhas e também os milhões de microorganismos subterrâneos mal conhecidos que criam o meio adequado para a sobrevivência funcional das raízes, será possível ter idéia da complexidade do equilíbrio ecológico que formas de vida tão diversas estabelecem em torno de cada árvore.

Toda vez que uma delas cai, esse equilíbrio é perturbado, mas o sistema trata de restabelecê-lo rapidamente, porque as pequenas plantas que viviam abrigadas pela sombra da que veio abaixo crescerão estimuladas pelos raios solares que agora chegam até suas folhas através do espaço livre. A floresta é um organismo vivo capaz de cicatrizar suas feridas.

Quando é grande, no entanto, a área destruída, pode ficar além da capacidade de reparação do sistema, porque não há como reconstituir a complexidade do microambiente subterrâneo constituído por bactérias, fungos, protozoários, vermes e demais componentes essenciais para a nutrição das plantas e das sementes que, porventura, tenham escapado da derrubada nem como atrair de volta os insetos, os pássaros e os animais anteriormente responsáveis pela polinização e disseminação de sementes. No local, poderão ser plantados eucaliptos como os que substituíram a mata atlântica, mas a floresta que ali viveu estará perdida para sempre.

Em virtude dessa irreversibilidade, são assustadores os números divulgados sobre o desmatamento da Amazônia: no último ano, foram queimados 26 mil km2 de floresta - área maior do que a da Bélgica - na velocidade de oito campos de futebol por segundo.

O periódico inglês "The Economist" calcula que a floresta amazônica terá desaparecido em apenas 200 anos e afirma: "As instituições responsáveis pela proteção da floresta brasileira são débeis, mal coordenadas, corruptas e vulneráveis ao lobby dos fazendeiros e madeireiros”. Não há brasileiro de bom senso que possa discordar da revista. Desde 1988, na região amazônica, temos desmatado sistematicamente pelo menos 12 mil km2 por ano (apenas em 1995 foram quase 30 mil) para transformá-los em pastos, campos de soja ou de extração ilegal de madeira.

Esses números deixam claro que o governo não dispõe de meios suficientes nem de capacidade técnica adequada para conter as queimadas. A defesa do que restou de nossas florestas e a responsabilidade de promover o desenvolvimento sustentado das regiões em que elas se encontram é compromisso inadiável da sociedade brasileira.

Manifestarmos revolta diante dessa fúria destruidora sem nos envolvermos ativamente para contê-la é atitude tão hipócrita quanto a dos políticos europeus e norte-americanos que se mostram chocados agora, enquanto fecham os olhos ao fato de seus países importarem dois terços de nossa madeira extraída ilegalmente.


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Casais perfeitos


Não sei quanto a vocês, mas eu desconfio de casais perfeitos. Minha experiência sugere que eles não existem. Ao fim do meu relacionamento mais longo, que tinha se tornado intolerável, amigos próximos diziam: “Nossa, vocês pareciam tão bem”... Na minha segunda relação duradoura, que foi mais feliz, as pessoas comentavam, ao final: “Ah, mas vocês eram tão diferentes...”. Nos dois casos, ninguém tinha percebido nada. Na primeira vez parecia harmonioso e não era. Na outra havia aparência de conflito, mas ele não existia.



Com base nessa limitada experiência, casais que transpiram felicidade pública me deixam cético. Aprendi que as pessoas fingem bem-estar e harmonia, como interpretam tantas outras coisas que dão prestígio social. Pega mal fazer parte de um casal que vive às turras, que não dá certo, que passa uma imagem de infelicidade e derrota. Logo, as pessoas criam uma imagem de felicidade para consumo externo. Na intimidade ninguém sabe mesmo o que se passa.



Essas coisas me ocorreram ao ver Angelina Jolie na capa da revista Vanity Fair, falando do seu casamento de sonhos com Brad Pitt. Os dois são lindos, ricos e famosos. Viajam pelo mundo com suas seis crianças multirraciais. Quando ela faz um filme, sempre em lugares espetaculares como Veneza, ele acompanha e cuida das crianças. Quando ele filma, ela se torna mãe de tempo integral. Ah, sim: já falei que eles são lindos, ricos e famosos?



Eu não acredito nessa história nem por cinco minutos. É evidente para mim que casar a atriz mais bonita do planeta com o ator mais bonito do mundo não dá certo. Parece o roteiro de um conto de fadas. É como se alguém pegasse os dois primeiros alunos da escola e os casasse. Ou montasse um casal com o artilheiro do time de futebol e a miss da cidade. No papel essas coisas parecem bacanas, mas na vida real quase nunca funcionam.



Um dos casais mais duradouros do cinema foi formado por Elisabeth Taylor e Richard Burton. Eram os Brangelina dos anos 60 e 70, com uma enorme diferença: juntos, produziram um furacão de sexo, álcool, luxo e escândalos. Burton era filho de mineiros miseráveis do País de Gales. Liz Taylor era a atriz mirim que cresceu diante das câmeras para ser a namorada da América. Tinham em comum somente a profissão de ator e o temperamento apaixonado. Viveram no amor as consequências naturais de uma vida pública de excessos. Ele caía de charme e ela de beleza, mas jamais foram perfeitos. Eram de verdade.



Eu olho para a vida das pessoas que me cercam e tenho a impressão de que as relações verdadeiras repelem as semelhanças. Casais interessantes são como o piano e o violino, a dama e o vagabundo, a bela e a fera. Divergem, destoam e se completam. Tenho a impressão de que apenas casais muito jovens são formados por gente da mesmíssima procedência. Quem teve a chance de andar pela vida, em geral escolhe fora do seu clã. Busca diferença e complementação. Procura o novo.



Eu tenho a sorte de conviver com estrangeiros. Percebo a naturalidade com que se montam arranjos dissonantes. O gringo loiro se apaixona pela moça brasileira que nada tem em comum com o estilo de vida dele. Funciona. O moço argentino se casa no Brasil e nunca mais vai embora. O mesmo acontece com muitas mulheres brasileiras na Europa. Ou européias no Brasil. Essas uniões improváveis celebram a diversidade humana e atendem ao desejo das pessoas de se aventurar.

Para andar longe na vida, porém, ajuda livrar-se do peso dos esteriótipos. Se todo mundo quiser ser o casal Brangelina, as possibilidades tornam-se limitadas. Não há beldades tatuadas disponíveis para todos. Nem bonitões milionários de ar meigo esperando em fila na próxima esquina. Esse é um sonho padrão, oferecido globalmente como um sanduíche McDonalds.



Quando se trata de afeto e relacionamento, melhor é cada um achar sua própria receita. A mulher que lhe cai bem, o sujeito que a deixa feliz. A percepção dos outros é menos importante do que os nossos sentimentos. O par perfeito aos olhos dos amigos pode ser fonte de tédio e aborrecimento. O arranjo de aparência harmoniosa que confere prestígio pode ser um desastre íntimo.



A mim ajuda lembrar, na hora de fazer escolhas, que casais perfeitos não existem: eles ficam bem nos filmes e ilustram divinamente as capas de revista, mas devem ser uma droga na vida real.

Ivan Martins

29 de julho de 2010

Love, love, love...

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"Sou um coração batendo no mundo!"

(Clarice Lispector)

Marcas poderosas

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As concorrentes Apple e Microsoft e a líder mundial de bebidas, Coca-Cola, ocupam os três primeiros lugares do último ranking publicado pela revista Forbes sobre as marcas mais valiosas do mundo.

A fabricante de computadores Mac, dos aparelhos iPod e dos telefones iPhone reina na primeira colocação da lista acessível hoje no site da revista, estabelecendo assim o peso da imagem de algumas das maiores empresas do mundo, bem como os efeitos da reputação para os lucros. A Apple foi avaliada em US$ 57,4 bilhões.

"Será preciso mais de um problema com a recepção da antena do iPhone 4 para que a marca Apple se veja afetada", assinalam os responsáveis da "Forbes", referindo-se à polêmica com o problema de antena do novo iPhone.

A Microsoft, fundada por Bill Gates, fica na cola da empresa dirigida Steve Jobs graças a um valor de US$ 56,6 bilhões. Atrás de ambas ficou a Coca-Cola, cujo império de bebidas conseguiu que sua marca, uma das mais reconhecidas no mundo todo, valesse US$ 55,4 bilhões.

Na lista das 50 empresas mais valiosas, cujos 30% foram dominados por empresas tecnológicas, outros dois gigantes do setor completam os cinco primeiros lugares: IBM (US$ 43 bilhões), que se beneficia de sua "forte inovação" no setor, e a Google (US$ 39,7 bilhões), cujo valor aumentou 450% desde 2005.

Na sequência do ranking, ficaram a rede de fast-food McDonald's (US$ 35,9 bilhões), o conglomerado General Electric (US$ 33,7 bilhões), a empresa de cigarros Marlboro (US$ 29,1 bilhões), a tecnológica Intel (US$ 28,6 bilhões) e a fabricante de telefonia Nokia (US$ 27,4 bilhões).

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Um único “eu”

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Objetivamente, sobre impressões digitais: o que se sabe é que, nos mais de 100 anos desde que esse método de identificação passou a ter amplo uso no sistema judiciário dos países ocidentais, nunca foram encontradas duas pessoas com impressões idênticas.

Desde 1999, o FBI opera um banco de dados informatizado que armazena e compara impressões digitais. Hoje, esse banco contém as impressões de 66 milhões de criminosos ou suspeitos de crime e de 25 milhões de servidores públicos, sem que nenhum caso de impressões iguais jamais tenha sido detectado.

Claro, isso não é o mesmo que testar todos os dedos de todos os 6,8 bilhões de seres humanos sobre a face da Terra. A amostragem do FBI é de cerca de 1% da humanidade.

Em comparação, a bertilonagem, método de identificação anterior às digitais e que se valia de dezenas de medidas do corpo — comprimento dos dedos, distância do cotovelo à ponta do dedo médio, largura da cabeça, etc. — produziu pelo menos um caso conhecido de coincidência: dois presidiários detidos numa mesma penitenciária do Kansas (EUA) apresentaram medidas idênticas em 1903.

Sabendo-se que o método tornara-se popular por volta de 1890, isso representa menos de 15 anos de uso intensivo da técnica antes do surgimento do primeiro “falso positivo”. As digitais já se mostraram muito mais resistentes. Além disso, já ficou comprovado que nem mesmo gêmeos idênticos têm digitais iguais.

As dobras da pele que dão origem às impressões se formam no útero, e são tão sensíveis ao ambiente que até mesmo a diferença de posição dos fetos num mesmo ventre acaba causando variações perceptíveis.

Assim, sabe-se que o método de identificação por impressão digital é melhor que a bertilonagem e do que o teste de DNA, já que gêmeos idênticos têm o mesmo material genético, mas não as mesmas digitais. Por outro lado, não existe uma prova completa, absoluta e irrefutável que não existem digitais iguais à solta por aí.

O que temos é mais de um século de experiência sistemática no Ocidente, dez anos de comparações computadorizadas e dois milênios de experiência informal no Oriente, onde digitais eram usadas como o equivalente de assinaturas na China, e posteriormente no Japão, desde cerca de 300 aC.

Toda essa experiência sugere que a chance de haver duas pessoas no mundo com impressões digitais iguais é extremamente baixa. Para fins de identificação criminal, supor que essas duas pessoas estariam na mesma cidade, no mesmo dia, ambas com motivo e oportunidade para cometer o mesmo crime é virtualmente inconcebível.

Uma nota histórica: o primeiro homicídio resolvido com o uso de impressões digitais foi cometido na Argentina, em 1892. O investigador Juan Vucetich, da polícia de La Plata, usou digitais para provar que Francisca Rojas, de 26 anos, havia matado seus dois filhos pequenos, para atender ao namorado, que disse que só se casaria com uma mulher que não tivesse crianças para criar. A digital denunciadora, uma marca de sangue seco, estava numa porta.



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Nutrientes sensuais

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Existem alimentos que têm o poder de despertar ou aumentar o apetite sexual? A discussão sobre os afrodisíacos é antiga, mas primeiro é preciso entender o que significa o termo “afrodisíaco”. Tem origem no grego "aphrodisiakos" e faz referência à deusa do amor, Afrodite. Afrodisíacos são agentes químicos ou odores que estimulam o desejo sexual ou aumentam a potência sexual masculina. 

Um prato bem arranjado e apetitoso à percepção de seus odores e a sua degustação tende a gerar um estado de euforia, capaz de conduzir ou resultar em ampliação do desejo sexual. Uma comida gostosa e saudável, preparada com especiarias, pode sim estimular a paixão. Desde então muitas pessoas começaram a considerar alimentos, bebidas e até alguns medicamentos como afrodisíacos, ou estimulantes sexuais, desde que ligados à deusa ou que se assemelhassem às partes genitais do corpo humano.

Não há confirmações científicas a respeito dos efeitos que esses produtos exercem na libido ou desempenho sexual, mas muitos deles têm nutrientes que proporcionam energia, bem estar e sensação de prazer ou que, devido ao seu aroma, podem despertar o poder da imaginação.

Mas será que existem realmente alimentos que tenham o poder de despertar estímulos sexuais? Na realidade, não existe nenhuma comprovação científica a respeito desta teoria. O que se sabe é que alguns alimentos possuem nutrientes que auxiliam no bom desempenho sexual ou que, devido ao seu aroma, podem despertar o poder da imaginação.

No entanto, como não há nada a se perder, talvez consumir alguns alimentos e fazer um bom uso da sua imaginação, possa ter como resultado um bom desempenho sexual neste dia tão especial.

Veja alguns alimentos tradicionalmente considerados como afrodisíacos:

Açafrão: a especiaria vermelho-alaranjada foi relacionada ao aumento dos batimentos cardíacos e do suor, sinais de excitação sexual.

Alho: usado contra a obstrução dos vasos, pode ajudar a melhorar o fluxo do sangue e a prolongar a ereção. Devido ao aumento da circulação, há a possibilidade de aumentar a lubrificação da mulher.

Aspargo: considerado afrodisíaco por conter vitamina B3 (promove dilatação dos vasos sanguíneos), pode ter a capacidade de prolongar a ereção e aumentar a lubrificação da mulher.

Banana: rica em magnésio, a fruta é importante por promover a vasodilatação e aumentar o desempenho sexual, além de auxiliar na produção de serotonina, que provoca a sensação de felicidade.

Café: por ser rico em cafeína, possui interessante ação estimulante. Pessoas hipertensas devem consumi-lo moderadamente, com a orientação de um nutricionista.

Chocolate: além de possuir propriedades estimulantes, o chocolate, principalmente o rpeto,  aumenta a produção de serotonina, que dá sensação de prazer e felicidade. Esses efeitos têm sido relacionados com a presença da feniletilamina, que é capaz de estimular o hipotálamo, induzindo a sensações agradáveis.

Especiarias: o cravo, a noz moscada, o ginseng, a canela e a mostarda, por exemplo, podem provocar o aumento da secreção de lubrificante vaginal e da produção de testosterona no homem.

Frutos do mar: os alimentos vindos do mar, principalmente as ostras, são ricos em zinco. O mineral tem importante função na fabricação de secreções, como a da lubrificação feminina. Além disso, ajuda no tratamento de infertilidade do homem, por aumentar a contagem e a mobilidade dos espermatozóides.

Guaraná: conta com substâncias estimulantes, em particular a cafeína, assim como grande quantidade de taninos. Pela presença de xantinas, atua sobre a circulação (vasodilatação) e também no sistema nervoso central, levando a uma liberação espontânea prolongada de calor, tanto no homem quanto na mulher.

Gengibre: devido à sua ação estimulante do sangue, a raiz pode ajudar a prolongar a função erétil e a estimular a lubrificação feminina.

Maca peruana: conhecida também como Ginseng dos Andes ou Viagra dos Incas, pode melhorar o fluxo sanguíneo na zona pélvica de homens e mulheres. Há indícios de possuir a capacidade de promover a mobilidade dos espermatozóides e do volume seminal, auxiliando no tratamento de infertilidade.

Oleaginosas: a arginina e a vitamina B3 presente nessas frutas (como castanhas, nozes, amêndoas e avelãs) promovem a vasodilatação, o que aumentaria a libido.

Pimenta Cayenna: conhecido como agente excitante por poder estimular a circulação, assim como os alimentos picantes em geral.

Vinho tinto: consumido com moderação, o álcool pode atuar como um afrodisíaco ao tornar as pessoas mais sensíveis ao tato e desinibir. Brinde ao amor com um copo de um bom vinho tinto à refeição. Mas não repita.

Acredita-se também que os pratos e ingredientes considerados afrodisíacos ficaram mais famosos por causa de seus formatos, que estimulam a imaginação. Isso tudo, em um cenário romântico, aguça a imaginação do casal. Outro fato é que comer algo pensando em satisfazer a parceira causa um efeito psicológico que pode melhorar o ato sexual. O poder afrodisíaco dos alimentos também está na combinação de cores e aromas. Com um pouco de imaginação e criatividade, o resultado com certeza é garantido.

A vida sexual agradece!!!

Edição: Lena

Ser único





"No amor, um mais um é igual a um. "

(Sartre)

Beatles repaginados 2...



Alguém já tinha visto?


28 de julho de 2010

Os homens que não amavam as mulheres



Vem da Suécia um dos maiores êxitos no gênero de mistério dos últimos anos: a trilogia Millennium, da qual o romance Os homens que não amavam as mulheres, é o primeiro volume.

As três obras da saga (o segundo, A menina que brincava com fogo, e o terceiro, A rainha do castelo de ar se tornaram um dos maiores sucessos do mercado editorial do mundo, vendendo mais de dez milhões de exemplares. Seu autor, Stieg Larsson, jornalista e ativista político, morreu subitamente em 2004, aos 50 anos, vítima de enfarte e não pôde desfrutar do sucesso estrondoso de sua obra. Seus livros alcançaram o topo das vendas nos países em que foram lançados e receberam críticas entusiasmadas.

Um dos segredos de tanto sucesso é a forma original com que Larsson engendra a trama, conduzindo-a por variados aspectos da vida contemporânea: do universo muitas vezes corrupto do mercado financeiro à invasão de privacidade, da violência sexual contra as mulheres aos movimentos neofascistas e ao abuso de poder de uma maneira geral.

Outro é a criação de personagens extremamente bem construídos e originais, como a jovem e genial hacker Lisbeth Salander, magérrima, com o corpo repleto de piercings e tatuagens e comportamento que beira a delinquência. O terceiro é a maestria em conduzir a narrativa, repleta de suspense da primeira à última página.

E não é só em Hollywood que best-sellers ganham adaptações para o cinema. O primeiro capítulo da saga nórdica estreou na Suécia em fevereiro deste ano e já foi exibido em boa parte da Europa, com ótima recepção por onde passou, principalmente na Espanha. A versão cinematográfica dos livros subsequentes já foram lançados por lá. O primeiro filme já estreiou no Brasil.



Edição: Lena

Há luz no fim do túnel?

27 de julho de 2010

Pulsar!


“Como manifestação cultural,
os motivos que nos levam a dançar
sempre foram diversos: 
as sociedades dançam para comemorar ou 
para pedir uma boa colheita, 
para celebrar um nascimento ou 
para homenagear um morto.
Como arte, a dança pode mudar as pessoas. 
Quando percebemos o que podemos fazer com o corpo,
olhamos para nossos limites com um horizonte maior. 
Também por ser poderosa como toda arte, 
a dança nos dá completude.
Acredito que até mais do que outras formas de expressão. 
A dança é intrínseca ao ritmo, começa com a pulsação.  
E o pulso é intrínseco ao ser humano, vem de dentro do nosso corpo.”


(Rodrigo Pederneiras, coreógrafo do Grupo Corpo)

Pais e filhos



Os pais influenciam a personalidade dos filhos? Sim, mas a influência é imprevisível!

Desde os primeiros estudos de Sigmund Freud, e até antes deles, os pais são tidos como os agentes mais importantes na criação de uma pessoa. São os primeiros a conter o que há de animal em nós, nos ensinando a controlar desejos em nome de regras morais, castigos e convenções da civilização. Com 
essa premissa, Freud foi, ao lado de Darwin, um dos grandes pensadores do século 19 a abalar a idéia de Deus, mostrando que as noções de pecado e culpa são transmitidas pelos pais e podem ser a causa de vários dos nossos problemas.

Do conflito entre os nossos desejos e culpas, sairiam traços de personalidade (como a timidez, a vergonha), recalques inconscientes e fraquezas que nos acompanham vida afora. Freud vai mais longe: para ele, o jeito com que meninos e meninas lidam com a figura do pai e da mãe é essencial para definir a sexualidade da pessoa.

Mas as ideias do austríaco fomentaram tantas generalizações grosseiras e técnicas furadas de educação que hoje, fora dos círculos de psicanalistas, estão cada vez mais desacreditadas e o pai da psicanálise é considerado mais um filósofo que propriamente um cientista.

O que não quer dizer que ele deva ser descartado. Até o ponto que a genética permite, um bebê recém-nascido é como um molde de argila flexível. O que ele aprender, ver, ouvir, sentir será armazenado no cérebro e irá compor a maneira como agirá no futuro. Ao nascer, vai demorar meses até conceber ideias básicas, como a de ser distinto das coisas ao redor. Aos poucos, porém, vai se dar conta e que consegue mover algumas dessas coisas seus braços e pernas e que outros seres fazem o mesmo. Assim, a partir do outro, o bebê começa a ter a noção de eu, de que é um indivíduo.

Conforme interage com os adultos, a criança se molda ao mundo em que nasceu. Se os adultos ao redor forem lobos ou cavalos, passará a vida toda uivando ou relinchando e bebendo água com a língua, como aconteceu como o Selvagem de Aveyron, garoto encontrado na França em 1799 que viveu a infância isolado na floresta e por volta dos 12 anos trotava, farejando e se alimentado de raízes. Ou então as indianas Kamala e Amala, dos anos 20. Acolhidas por lobos quando recém-nascidas, elas andavam de quatro, tinham horror à luz e passavam a noite uivando.

Entre lobos ou humanos, a criança aprende o que pode ou não fazer. Percebe que, ao chorar mais alto, a mamadeira vem mais depressa. Portanto, vale a pena ser manhosa, pelo menos de vez em quando. Quando joga um objeto no chão, é repreendida pela mãe e ganha uma bela bronca. Também começa a diferenciar sentimentos: o que achava ser dor, começa a receber nomes diferentes como fome, ciúme, medo.

A lição do rio

E o rio corre sozinho.
Vai seguindo seu caminho.
Não necessita ser empurrado.
Pára um pouquinho no remanso.
Apressa-se nas cachoeiras.
Desliza de mansinho nas baixadas.
Precipita-se nas cascatas.
Mas, no meio de tudo vai seguindo seu caminho.
Sabe que há um ponto de chegada.
Sabe que seu destino é para a frente.
O rio não sabe recuar. 
Seu caminho é seguir em frente.
É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar.
O mar é sua realização.
É chegar ao ponto final.
É ter feito a caminhada.
É ter realizado totalmente seu destino. 

A vida da gente deve ser levada do jeito do rio.
Deixar que corra como deve correr.
Sem apressar e sem represar.
Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras.
Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, 
sabendo que há um ponto de chegada.
A vida é como o rio.
Por que apressar?
Por que correr se não há necessidade?
Por que empurrar a vida?
Por que chegar antes de se partir?
Toda natureza não tem pressa.
Vai seguindo seu caminho.

Assim é a árvore, assim são os animais.
Tudo o que é apressado perde o gosto e o sentido.
A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto.
Tudo tem seu ritmo.
Tudo tem seu tempo.
E então,por que apressar a vida da gente?

Desejo ser um rio.
Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios.
Livre das poluições alheias e das minhas.
Rio original, limpo e livre.
Rio que escolheu seu próprio caminho.
Rio que sabe que tem um ponto de chegada.
Sabe que o tempo não interessa.
Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar.
Importante é chegar ao mar.
Importante é dizer "cheguei".
E porque cheguei, estou realizado.

A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho.
Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros: 
não apresse a vida, ela anda sozinha.
Deixe-a seguir seu caminho normal.
Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá. 
É bom viver do jeito do rio!

Henfil

Vinho: exercício de sensações



Degustar um vinho é muito mais do que bebê-lo. Mesmo porque o paladar só pode dizer se ele é doce, salgado, azedo ou amargo. Para desfrutar até a última gota de sua riqueza e complexidade, os enófilos se valem também do olfato e da visão.

O processo de degustação, pleno de detalhes e sutilezas, basicamente começa com o exame visual. Segura-se o copo de vinho pela haste e, contra a luz, analisam-se cor, transparência e brilho. Depois vem o exame olfativo, quando se sente o aroma (cheiro originário da uva) e o bouquet (cheiro produzido nas fases de fermentação e envelhecimento). Para isso, o copo deve ser agitado várias vezes, aspirando-se nos intervalos. Os connaisseurs, pela experiência, chegam ao luxo de distinguir odores como florais, vegetais, picantes ou balsâmicos.
 
A última etapa é o exame gustativo, quando se toma um grande gole de vinho deixando-o alguns segundos em contato com toda a superfície da boca. Essa cerimônia exige um copo especial, chamado tulipa, alto e de boca estreita, para evitar que o aroma e o bouquet escapem rapidamente.

A capacidade de distinguir vinhos bons dos nem tanto é sobretudo um exercício de memória e comparação. O enófilo paulista Clóvis Siqueira sugere, para quem quer se iniciar na degustação, começar comparando três vinhos comuns com um de reconhecida qualidade superior, para sentir a diferença. Depois passa- se à descoberta das preferências pessoais. Pegam-se cinco garrafas de vinho produzido com a mesma uva— Cabernet Sauvignon, por exemplo — em regiões demarcadas diferentes, como Bordeaux, Rhône, Bourgogne, Rioja e Dão.

Como a personalidade e a característica de cada vinho são únicas, certamente um deles agradará mais ao olhar, olfato e gosto do provador.



Fonte

 

Simpsons orgânicos?



Parece não fazer muito sentindo em uma campanha que usa o maior comedor de rosquinhas do mundo e bebedor inveterado de cerveja para defender a ingestão de cenouras e alfaces, não é mesmo? Mas Homer Simpson, o patriarca da família mais famosa da TV, deve se juntar a Margie, Bart, Lisa e Maggie para inspirar uma ação promovida pelo governo britânico contra o aumento da obesidade entre os ingleses. A notícia foi dada pela versão online do jornal "The Guardian" e de imediato já causou estranheza.

Os anúncios pró-alimentação saudável estão cotados para entrar no ar como uma espécie de abertura para os episódios reais de “Os Simpsons”. Terão, no entanto, personagens especialmente criados para essa tarefa nos mesmos moldes estéticos da animação. Sentados no sofá, bem ao estilo “simpsoniano”, eles mostrarão que é possível deixar o fast-food e os snacks gordurosos de lado e aumentar o consumo de frutas e vegetais. A responsável por essa “pré-cartoon” deve ser a Aardman Animations, mesma empresa que fez o desenho “Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais”.

Ainda de acordo com o “The Guardian”, a campanha deve custar cerca de 640 mil libras e faz parte do projeto “Change4Life”. Além de custosa, a iniciativa já levanta julgamentos antes mesmo de ir ao ar. Isso porque o próprio autor dos Simpson, Matt Groening, já usou a temática da obesidade de maneira irônica em diversos episódios. E o que Homer é, na realidade, senão uma crítica ambulante do glutão que come mal, se entope de cerveja e é sedentário? Trata-se de um símbolo não mais exclusivo dos americanos quando o assunto é falar sobre quem está acima do peso.

Neville Rigby, colunista do próprio “The Guardian”, fez um comparativo perspicaz sobre essa história: se na época em que o marinheiro Popeye era um dos desenhos mais populares não aumentou o consumo de espinafre, porque agora Homer e sua turma conseguirão fazer alguma diferença na prevenção da obesidade?

Seguindo esse raciocínio, acho melhor desenterrar aquela canção do grupo Gengis Khan “Comer, comer, comer, comer... é o melhor para poder crescer” como trilha sonora.



26 de julho de 2010

Inútil fútil





Louis Vuitton: meu sonho de consumo!



Ôops!!!

O ápice da mulher



A fase de sua vida em que a mulher está mais bonita é aos 31 anos. É o que diz um estudo britânico divulgado recentemente. A pesquisa mostrou que mulheres entre 27 e 30 anos são consideradas mais atraentes do que garotas com idade entre 18 e 19 anos.

Os pesquisadores ouviram mais de 2.000 homens e mulheres britânicos e descobriram que a beleza está muito mais relacionada à personalidade do que à aparência.

As pessoas que participaram da pesquisa recebiam fotografias de celebridades como a apresentadora de TV Christine Bleakley e a modelo de lingerie Danielle Lineker para analisar. Os participantes, então, deveriam dizer quais mulheres eram as mais atraentes – e as de 31 anos receberam mais votos do que quaisquer outras.

Os participantes responderam ainda à seguinte pergunta: “Para você, o que torna uma mulher bonita?” Para 70% dos entrevistados, ser bonita é ser confiante.


O que você achou dos resultados dessa pesquisa?

Babies & Books



Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, a longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos.

Para ajudar na escolha do título mais adequado para cada idade e no desafio de manter as crianças pequenas entretidas, o Instituto Alfa e Beto (IAB) apresenta na próxima Bienal do Livro de São Paulo a Biblioteca do Bebê. Além de vários livros divididos por faixa etária, o local terá voluntários que ensinarão aos pais técnicas de leitura. As principais dicas estão reunidas em uma cartilha que será distribuída aos visitantes.

Não se trata de ler um conto de fadas para um bebê com menos de um ano. Os primeiros livros devem ter apenas imagens e o tempo para folheá-los deve ser breve. Durante a bienal, serão apresentados estudos que relacionam a leitura precoce a um maior desenvolvimento da linguagem. Um desses estudos mostra que as crianças de três anos que possuem o hábito de leitura em família apresentam, aos dez, desempenho escolar superior ao daquelas que não leem com frequência.

O importante é ler com regularidade, de preferência todos os dias, e tornar a experiência agradável. Os pais devem usar as imagens do livros como base para iniciar uma conversa com a criança. Fazer perguntas sobre a figura ou sobre a história. Não se limitar a ler as palavras e virar a página.

A interação com os adultos é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e o aprendizado se dá pela imitação. Mas a linguagem oral tem um vocabulário restrito e uma sintaxe simplificada. O livro, por mais simples que seja, obedece as regras da linguagem escrita, que é a mesma que a criança vai encontrar na escola.

Se o vocabulário é o tijolo do pensamento a sintaxe é a argamassa. Quanto maior o vocabulário e mais articulada a sintaxe, mais temos sobre o que pensar. Essa maior capacidade de raciocínio e compreensão favorece tanto o desempenho em disciplinas como português e matemática como nas demais.

A capacidade de se manter focada em uma atividade também é beneficiada pelo hábito de leitura. Quando assistimos à TV ou usamos o computador, a tecnologia prende nossa atenção. Já quando lemos um livro, precisamos fazer esse trabalho sozinhos.

O IAB vai lançar na bienal um guia com uma proposta ambiciosa: "Os 600 livros que toda criança deve ler antes de entrar para a escola". Isso dá uma média de dois livros por semana entre 0 e 6 anos.

Quem quiser cumprir a meta não pode perder tempo!


Autoria: Karina Toledo
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Esse seu jeito de ser...


É possível mudar nosso jeito de ser? Sim. Na verdade, mudamos nossa personalidade a toda hora. Agimos de modos diferentes com pessoas de idade, sexo ou posição social diferentes.

Você já deve ter passado pela sensação de ser amigável e inteligente com alguém que o deixa confortável e agir do modo contrário com quem o desafia. Além disso, a nossa personalidade depende, às vezes, do que os outros são: você pode ser chato para uma pessoa, mas gente boa ou confiável para quem o conhece melhor. O homem tem tantos "eus" quantos são os indivíduos que o reconhecem, disse em 1890 o psicólogo William James, um dos primeiros a estudar a personalidade.

Mas é claro que há comportamentos e atitudes que são muito difíceis de largar. Somente 10% das pessoas com pontes de safena mudam hábitos alimentares e deixam o sedentarismo. As outras acabam morrendo de ataque cardíaco simplesmente porque não conseguem mudar.

Muitas vezes um pai que bate na mulher e nos filhos promete a si mesmo parar com as agressões, mas não consegue. Talvez os genes favoreçam o comportamento impulsivo e não é nada fácil ir contra a própria composição genética.

Ou então, olhando pelo lado da psicologia, somos tão arraigados à referência dos nossos pais e às experiências da infância que esses traços viram nossa identidade.

Se é assim, fica difícil até perceber o próprio modo de ser. Mesmo assim, dá para mudar. Não existe nenhuma pesquisa científica que mostre que o ser humano não tem jeito, diz Mariângela Gentil Savoia, psicóloga do Hospital das Clínicas de São Paulo.

De ter consciência de si próprio, um traço bem arraigado à personalidade, atribuir a ele uma causa, vencer derrotismos e apegos, vão anos, se não uma vida toda. Mas talvez o caminho de nos conhecer, mudar o que for possível e nos contentar com o que somos seja o grande desafio da vida.

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Cão ou gato?



A velha história de que o cachorro é o melhor amigo do homem tem seu fundamento científico.

Uma pesquisa divulgada pela revista amerciana New Scientist analisou cães e gatos em 11 categorias que incluíam inteligência, afetividade e obediência. Em um placar de 6 a 5, os caninos levaram a melhor.

Os cãezinhos entendem melhor os comandos dados pelos donos, resolvem mais problemas e são mais prestativos. Já os felinos têm os sentidos mais apurados e incomodam menos miando do que os cachorros latindo.

Apesar das vantagens caninas, os gatinhos continuam sendo os animais de estimação mais populares do mundo. São 204 milhões de felinos contra
173 milhões de caninos, em uma comparação feita entre os 10 países com o maior número de bichos de estimação.

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